Rotina do cuidador de idosos: o que não pode passar despercebido

Só quem dedica sua vida a tomar conta de outra pessoa, sabe como a rotina do cuidador de idosos pode ser difícil! Além de garantir o bem-estar do paciente, uma série de outros serviços, inclusive, burocráticos, devem ser realizados. Por esse motivo, manter o dia a dia organizado é fundamental para o trabalho do profissional e, claro, para a saúde da pessoa assistida! Só assim é possível garantir que nenhuma tarefa essencial seja deixada de lado.

Mas se você tem dúvidas de como coordenar, direitinho, todas essas atividades, este artigo irá lhe ajudar. Nele, elencamos os pontos que não podem passar despercebidos na rotina do cuidador de idosos. Acompanhe e saiba todos os detalhes!

Rotina do cuidador de idosos: 3 pontos de atenção

Em 2016, um Projeto de Lei foi criado para regulamentar a profissão de cuidador. Em 2019, o Plenário do Senado o aprovou e, agora, aguarda sanção presidencial. No texto, ficam claras quais as atribuições desse profissional: “A atividade de cuidador poderá ser temporária ou permanente, individual ou coletiva, visando a autonomia e independência da pessoa atendida, zelando pelo bem-estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer da pessoa assistida”, conforme o publicado na página Agência Senado.

Entretanto, todos nós sabemos que, na prática, a rotina do cuidador de idosos pode englobar muitos outros afazeres. Listamos, então, aqueles que são fundamentais para um trabalho mais organizado e, com certeza, muito mais valioso para quem importa: o paciente.

1. Organização dos registros

Em meio às tarefas, é comum que alguns profissionais esqueçam de fazer todos os registros. Entretanto, eles são essenciais para manter a rotina do idoso ― e dos outros cuidadores ou familiares envolvidos. Por isso, preze sempre por ter atualizadas as informações sobre os sinais vitais e quaisquer alterações neles, bem como o histórico de medicações. Ah! Não se esqueça de anotar as mudanças que possam ter ocorrido, como atividades não realizadas ou alterações de medicamentos.

Também é importante procurar formas de melhorar o fluxo desses registros entre os envolvidos nos cuidados. Afinal, de nada adianta mantê-los atualizados e organizados se não forem do conhecimento de todos, não é mesmo? Assim, é possível, além de garantir o bem-estar do paciente, dar informações relevantes aos médicos ou enfermeiras em caso de emergências.

2. Alterações no humor do idoso

É claro que todo cuidador sabe que há dias em que o paciente não está lá muito para conversa. Isso é natural e cabe respeitar os momentos de introspecção do idoso. Por outro lado, se esse comportamento se repetir com frequência e você perceber que atividades, antes prazerosas, já não o animam mais, fique alerta! A perda da autonomia e o envelhecimento do cérebro podem contribuir muito para o estresse e, até mesmo, para a depressão. Esta, por sinal, é uma das doenças crônicas mais comuns entre essas pessoas e eleva, significativamente, a chance de desenvolverem incapacidade funcional.

Na terceira idade, entretanto, os sinais de que algo não vai bem com a saúde mental podem ser um pouco diferentes. Ao contrário dos mais jovens, é muito difícil que um idoso reclame de tristeza, solidão ou falta de prazer em realizar atividades. Eles tendem a demonstrar queixando-se de dores físicas, sofrendo com alterações no sono e no apetite, além de lapsos de memória. Por isso, é importante que o cuidador incentive encontros sociais e exercícios físicos ― se forem em grupo, melhor ainda!

3. Gestão dos medicamentos

Chegamos, então, a um dos pontos mais delicados na rotina de um cuidador de idosos. Horários, prescrições, posologia, bebidas que podem acompanhar a ingestão e todos os detalhes que englobam os medicamentos administrados devem ser rigorosamente controlados. Alterações nas prescrições e a gestão delas junto aos familiares, também, estão entre as atribuições desse profissional. Para ficar mais fácil, separamos algumas das tarefas que não podem passar despercebidas:

  • armazenamento: os remédios devem ter um local próprio. Fatores como calor, umidade e luminosidade podem interferir na sua eficácia. É bom, também, mantê-los fora do alcance do idoso e em lugar apropriado;
  • receitas: elas necessitam de um controle rigoroso, incluindo a checagem de alterações. É preciso gerenciar, também, as quantidades e solicitar a compra com antecedência para não correr o risco de “pular” algum horário por falta de medicamentos;
  • identificação: as cartelas de comprimidos podem ser parecidas. Assim, quem lida com isso, sabe que há chance de confundir as medicações, principalmente se forem manipuladas por algum familiar que não acompanha o dia a dia do idoso. Por isso, é necessário certificar-se que todos os remédios estejam identificados, com informações sobre posologia e horários.

É claro que todo o esquema de organização da rotina do cuidador de idosos deve levar em conta o bem-estar do paciente. Então, seja flexível e saiba distinguir aquilo que é imprescindível, daquilo que pode ser remanejado de acordo com as capacidades e disposição dele.

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