O que são medicamentos genéricos? Entenda agora mesmo

o que são medicamentos genéricos
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Muitas pessoas possuem dúvidas na hora de realizar uma compra na farmácia. Isso se dá por vários fatores. Seja referente à dose, ao nome, ao laboratório, ao preço… são inúmeras as dificuldades. Uma das perguntas que surgem nessa hora é: o que são medicamentos genéricos? Principalmente quando o atendente questiona se você quer essa substância ou prefere a dita “normal”. 

Se você também está acostumado a ver por aí, na farmácia, TV e, até mesmo, na internet, mas não entende quais as diferenças (que realmente são mínimas!) entre ambas as opções, este artigo vai te ajudar! Nele, vamos compartilhar mais informações e esclarecimentos sobre esse tipo de medicamento. 

O que são medicamentos genéricos? 

São medicamentos que possuem as mesmas características, como princípio ativo, dose, modo de administração e efeitos produzidos, que os de marca ― também chamados de “referência”Porém, não possuem um registro de nome comercial, sendo vendidos pelo nome da substância. Em outras palavras, é uma cópia do medicamento “original”. 

Eles são produzidos quando um laboratório perde a patente do medicamento, ou seja, a sua exclusividade de fabricação. Mas antes de terem autorização para serem vendidos, assim como os medicamentos referência, os genéricos também passam por vários e rigorosos testes de qualidade. Nesse momento do processo, também são realizadas análises, como:  

  • equivalência farmacêutica: confirma se a composição do princípio ativo e a forma farmacêutica (cápsula, comprimido, drágea, solução etc.) são idênticas ao de referência. 
  • bioequivalência em seres humanos: verifica se a concentração e velocidade de absorção das substâncias é a mesma. 

Além dos processos citados acima, a Anvisa também realiza testes de qualidade para comprovar a eficácia das substâncias. Só após passar por todos os ensaios, o medicamento genérico pode ser comercializado. Assim, quando um médico indicar uma dessas substâncias, o próprio farmacêutico poderá fazer a substituição. Lembramos ainda, que é um direito do paciente pedir ao médico a prescrição do medicamento genérico, quando este existir. E também, é claro, que a vontade do cliente deve ser considerada no momento da compra: se ele optar pelo medicamento de referência, assim deverá ocorrer. 

Muitos acham que por serem mais baratos, se comparados aos de marca, os genéricos são ineficazes. Porém, além desses testes, existe a Lei dos Genéricos, que define toda a legislação sobre esses fármacos. Em vigência há mais de 20 anos, foi criada com o objetivo de tornar os tratamentos mais acessíveis a todos os cidadãos brasileiros. Além disso, por causa do seu preço, o Ministério da Saúde também incentiva o uso dessas substâncias para garantir uma opção de tratamento acessível a todos os cidadãos. 

Atualmente, existem mais de 400 princípios ativos registrados na Anvisa, que correspondem a quase 30 classes de substâncias. Elas combatem as doenças mais frequentes dos brasileiros, incluindo grande parte das que são crônicas. 

Como surgiram os genéricos? 

Mundialmente falando, tiveram origem na década de 60, a partir de uma iniciativa governamental dos EUA. Inclusive, essa foi a primeira nação a adotar a política de medicamentos genéricos. Depois, muitos países da Europa também aderiram a esses fármacos. 

Já em nosso país, essas substâncias passaram a ser fabricadas e comercializadas em 1999, por meio da Lei dos Genéricos. Com o objetivo de levar tratamento de qualidade a todos, os critérios técnicos para produção e registro são baseados nos padrões internacionais.   

Qual a vantagem desses medicamentos? 

A principal vantagem do medicamento genérico é o preço. Você já sabe que os genéricos surgem quando um laboratório perde a patente do medicamento, isso significa que não existe uma marca vinculada, ou seja, custos com divulgação, nem custos com pesquisas para a descoberta dessa formulação. 

Conforme a lei dos genéricos, esses medicamentos devem custar 35% a menos que os de marca. Isso garante que sejam mais acessíveis a grande parte da população, permitindo que muitas pessoas com doenças crônicas continuem seus tratamentos 

Além disso, com a chegada os medicamentos genéricos, muitos laboratórios precisaram reduzir os valores dos seus medicamentos de referência. Igualmente, precisaram investir na produção e aperfeiçoamento de outras substâncias de grande importância terapêutica. Tudo para oferecer mais opções para a população! 

Podemos citar ainda outros benefícios proporcionados pela fabricação de genéricos, como a maior regulação e fiscalização sanitária, atualização contínua de testes de qualidade e participação no desenvolvimento científico do país. 

Como identificar um medicamento genérico? 

As embalagens dos medicamentos genéricos são muito fáceis de serem identificadas. Elas contêm uma tarja amarela, com a letra G bem grande. Também, têm a inscrição “Medicamento genérico”. Outro fator importante é que eles não possuem nome comercial: são identificados somente pelo nome da substância, ou seja, o princípio ativo. 

Além disso, todas as farmácias devem deixar à disposição do consumidor uma lista atualizada com o nome de todos os medicamentos genéricos. Isso porque é direito da população conhecer e ter acesso a essas informações. Pois, mesmo que não seja receitado pelo médico (muitas receitas contém o nome comercial), a pessoa pode optar pela substituição para o mais em conta. 

Mas, afinal, qual o papel do médico e do farmacêutico? 

No caso da política de genéricos, por lei, os médicos do Sistema Único de Saúde devem prescrever o medicamento pela Denominação Comum Brasileira (DCB). Em outras palavras, a receita deve conter o nome do princípio ativo. Também é função do profissional de medicina tirar as dúvidas dos pacientes sobre esses medicamentos. É importante ressaltar aqui que os médicos do setor privado não têm essa obrigação, mas também que é direito do paciente solicitar a prescrição de medicamento genérico, se for de sua vontade. 

Já o farmacêutico deve dar as informações sobre os medicamentos genéricos, indicando a troca, quando for de interesse do consumidor. Mas atenção aqui: essa orientação não deve ser realizada em hipótese alguma pelo atendente. Somente pelo farmacêutico.  

Existe diferença entre genérico, referência e similar? 

Fonte: http://equivalentes.com.br/como-identificar-pela-embalagem-os-tres-tipos-de-medicamentos-referencia-generico-e-similar/ 

Já que você viu o que são os medicamentos genéricos, deve estar se perguntando: qual a diferença entre eles, os de referência e similares, não é mesmo? 

Bom, isso é simples! Os de referência são os conhecidos como “de marca”. Ou seja, possuem nome comercial. Esses medicamentos são os pioneiros do mercado, pois foram os primeiros a serem descobertos e são mais caros porque todos os gastos com pesquisa e desenvolvimento estão embutidos no valor final do produto. Todos devem ter registro na Anvisa e possuir eficácia e segurança cientificamente comprovadas. Quando os laboratórios perdem o direito de exclusividade de fabricação, abre-se a oportunidade para a criação dos genéricos. 

Já os medicamentos similares são como os genéricos, mas possuem marca. Também só podem ser fabricados após a quebra da patente e usualmente são mais baratos que os medicamentos de referência. 

Agora você já sabe o que são os medicamentos genéricos e que sua eficácia é comprovada! Sempre que tiver interesse, informe seu médico da sua escolha por esse tipo. Também, sinalize a sua vontade para sua família, cuidadores e, claro, farmacêutico. 

Continue acompanhando o nosso blog e saiba mais sobre medicamentos e sua organização. 

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