Automedicação na pandemia: tudo o que você precisa saber para se cuidar

Automedicação na pandemia: tudo o que você precisa saber para se cuidar
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2020 foi um ano marcado pela crise provocada pelo novo coronavírus. Foi preciso fazer isolamento social e mudar alguns hábitos, como o uso de máscaras ― já comum em outras culturas. Além disso, como os idosos são do grupo de risco, as visitas a eles, principalmente em casas de repousos, foram limitadas ou proibidas. Hospitais e clínicas precisaram ser evitados e, assim, devido à maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde, a automedicação na pandemia passou a ser uma opção mais fácil para pessoas que fazem uso de medicamentos, seja para doenças crônicas ou não. 

Para falar um pouco sobre isso, preparamos este artigo. Aqui, compartilharemos informações pontuais para que você mantenha os cuidados na pandemia. Confira! 

O que é automedicação 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a automedicação é a escolha e uso de medicamentos para tratar de sintomas ou doenças reconhecidas pelo usuário, sem recomendação médica. A entidade também considera o uso ou reutilização de substâncias previamente prescritas e não usadas, compra direta sem uma nova consulta e a administração de medicamentos de venda livre. Apesar de ser uma prática não recomendada pelos profissionais de saúde, ela é muito comum em todo o mundo. 

Afinal, muitas pessoas já tomaram analgésico que tinham em casa ao sentir aquela dorzinha de cabeça. Por isso, é importante que haja o parecer de um médico ou farmacêutico para saber qual substância será efetiva e segura para o quadro. Lembrando que, sim, o farmacêutico pode te ajudar nesse processo de decisão, principalmente quando se trata de problemas de saúde de baixa gravidade ou de curto período. 

A automedicação se tornou uma prática famosa porque muitas pessoas acreditam que o sistema de saúde não é acessível. Além disso, há o medo daquilo que podem ouvir do profissional. 

Porém, é importante que a busca por um aconselhamento médico não seja deixada de lado e substituída pela automedicação. Essa que, muitas vezes, pode trazer desvantagens para o paciente. Tais como: 

  • autodiagnósticos errados, afinal, alguns sintomas são inespecíficos, sendo característicos de diversas doenças; 
  • reações adversas devido ao uso incorreto ou acima do recomendado de um medicamento; 
  • desenvolvimento de micro-organismos resistentes, como bactérias e infecções, com o uso indiscriminado de antimicrobianos; 
  • piora da doença, uma vez que o medicamento a ser utilizado pelo paciente pode não ser o indicado para a condição clínica e, com isso, não surtir o efeito esperado. 

A automedicação na pandemia 

Como mencionado, a pandemia de Covid-19 mudou muitos hábitos da sociedade em todo o mundo. Com a necessidade do isolamento social, incerteza sobre quando chegaria a cura ou uma forma de imunização, a saúde mental também sofreu. Houve um crescimento de pessoas com estresse, crises de ansiedade e problemas emocionais. 

E, com a internet, as informações são muitas e estão por todos os lados. Assim, criou-se um cenário de infodemia, que segundo a OMS e a Organização Pan-Americana de Saúde, é o aumento excessivo de notícias sobre um assunto, levando, muitas vezes, à desinformação. Ou seja, além de uma luta contra o novo coronavírus, é necessário combater as famosas fake news. Elas, além de tudo, contribuem para o aumento da automedicação. 

Em uma busca rápida, é possível encontrar chás, misturas caseiras, produtos homeopáticos e muitas outras coisas que prometem curar a Covid-19. Além disso, na ânsia de encontrar logo uma solução para a crise, diversas pesquisas, mesmo que em fase inicial, eram divulgadas. Foi o que aconteceu com alguns tratamentos que vêm sendo utilizados principalmente por brasileiros. 

Vários testes foram realizados com medicamentos já existentes no mercado para tratar a Covid-19. Porém, diversas pesquisas concluíram que, até o momento, não se mostraram eficazes contra o novo coronavírus.  

Devido à divulgação precipitada desses estudos iniciais, algumas farmácias tiveram seus estoques, em relação a esses medicamentos, reduzidos ou zerados e muitas pessoas começaram a se automedicar com os fármacosMas, ao se infectarem com o vírus, tiveram complicações. 

O que fazer quando estiver com dúvida sobre a saúde 

A automedicação, apesar de ser uma prática bastante realizada, nem sempre é positiva para a saúde. Sintomas como dor de cabeça, tontura, febre, dores no corpo são indicativos de várias doenças. 

Por isso, o melhor a ser feito é tirar suas dúvidas com um profissional de saúde. Para isso, você pode contar com a ajuda não só do seu médico, mas, também, de um farmacêutico de confiança. Ele está apto a fazer uma avaliação da sua condição física e indicar um tratamento ou, caso julgue necessário, encaminhá-lo para outro profissional. 

Mas queremos ressaltar que em qualquer indício de Covid-19, como febre, tosse seca, cansaço, entre outros, é fundamental procurar um médico para realizar exames. Caso confirmada a infecção, iniciar o melhor tratamento para o seu caso. Principalmente pessoas do grupo de risco, como idosos e gestantes. 

Conseguiu entender como a automedicação pode influenciar na sua saúde? Lembre-se sempre de procurar um profissional de saúde para tirar suas dúvidas. Caso precise da ajuda de um farmacêutico, é seu direito receber orientação desse profissional em qualquer drogaria, durante todo o período de funcionamento. 

Para continuar a receber informações e dicas sobre saúde, bem-estar e medicamentos, visite nosso blog regularmente. 

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