Antibiótico sem receita: saiba o motivo de ser proibido e quais cuidados você deve tomar

, far-me box , box de medicamentos , far.mebox ,farme,box , Box , farmebox , box de remédio , far me , farme , far.me , far-me , farmacia , drogaria , assinatura de medicamento , remedio , remédio , polimedicado , idosos , geriatra , assinatura de remedio , assinatura de medicamento , remedio mensal , far-mi box , far.mibox ,farmi,box , Box , farmibox , far mi , farmi , far.mi , far-mi , farmi remédios, farme medicamentos , far.me medicamentos, far.mi medicamentos
Compartilhe:

Diferentemente de outros medicamentos que têm sua venda liberada, a comercialização de antibióticos sem receita é proibida desde 2010. E, acredite: o motivo é bastante sério! O uso indiscriminado pode trazer problemas para a saúde individual e, também, coletiva.

Para se ter uma ideia, ainda hoje morrem 700.000 pessoas no mundo de doenças que têm cura, mas cujas bactérias causadoras são resistentes ao tratamento, segundo o relatório organizado pela ONU, agências internacionais e especialistas da área.

Neste artigo, falaremos mais sobre os motivos do antibiótico sem receita ser proibido. E, além disso, vamos dar algumas dicas sobre os cuidados que quem está em tratamento com esses medicamentos deve tomar. Acompanhe!

Por que não posso comprar antibióticos sem receita?

Em 2016, percebendo a relevância do tema, o Secretário-Geral das Nações Unidas propôs a criação do grupo de Coordenação Interagencial da ONU sobre Resistência Antimicrobiana (IAGC) que, com a participação de especialistas e agências internacionais, se tornou responsável pela criação e divulgação de um documento que cobra medidas eficazes para que seja evitada uma crise de resistência antimicrobiana em todo mundo.

Ainda, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil ocupa o 17º lugar entre os 65 países pesquisados em relação à quantidade de antimicrobianos consumida e integra, desde 2018, o Sistema Mundial de Vigilância da Resistência aos Antimicrobianos da OMS.

Como você pôde perceber, esse é um assunto sério e por isso exige certos cuidados. Mas por que esses medicamentos, em especial, precisam de maior atenção?

Isso se deve ao fato de eles serem responsáveis pelo surgimento das chamadas “superbactérias”, que se tornam resistentes aos medicamentos usados para matá-las. Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, em 2010, suspender a venda de antibióticos sem receita.

É importante ressaltar que nem toda infecção é causada por uma bactéria, mas também por alguns vírus. Além disso, mesmo que as bactérias sejam as responsáveis por um quadro, nem todo antibiótico é adequado para a mitigação da inflamação. Assim, ao utilizar o antibiótico indiscriminadamente em uma nova infecção, aquela fórmula pode não surtir mais o efeito desejado quando seu uso for, de fato, necessário.

Portanto, a situação exposta acima reforça como a automedicação com antibióticos não é indicada, uma vez que, além de facilitar o surgimento de “superbactérias”, pode levar a danos como reações alérgicas, infecção sanguínea e problemas no fígado.

Quais cuidados você deve tomar ao usar antibióticos?

Quando utilizados de acordo com as orientações de um profissional de saúde, os antibióticos podem se mostrar ótimos aliados. Mas, mesmo assim, exigem alguns cuidados simples de quem está em tratamento. Confira algumas dicas!

1.Tire todas as dúvidas com o médico ou farmacêutico

Primeiramente, é importante ressaltar que você deve confiar no seu médico quando ele receitar um antibiótico. Isso significa que você tem uma infecção e que ele considera aquele medicamento o mais indicado para resolver a inflamação. Mas não há nenhum problema em você perguntar e conversar com os profissionais de saúde para entender melhor os motivos da prescrição e as melhores práticas.

Nesse caso, o profissional vai te explicar sobre a importância do uso contínuo durante o tratamento, porque é importante tomar o medicamento no horário certo e quais as possíveis interações medicamentosas. Por isso, se tiver dúvidas sobre o uso ou a indicação de um medicamento, pergunte ao seu médico ou a um farmacêutico de confiança.

2. Evite o álcool

Certamente, você já ouviu dizer que é recomendado para quem está em tratamento com antibióticos não consumir bebidas alcoólicas, não é mesmo? O álcool é metabolizado no fígado ― assim como o medicamento ―, deixando o órgão sobrecarregado. Por isso, a mistura dessas substâncias deve ser evitada.

3. Respeite os horários

Essa recomendação se aplica a qualquer tratamento, seja ele com antibiótico ou não. Mas, no caso do medicamento voltado ao combate de infecções bacterianas, a pontualidade na administração das doses deve ser rigorosa. Os horários e intervalos são estipulados de forma a manter a concentração certa da substância no sangue.

Assim, adiantar a dose pode causar um aumento de antibiótico no organismo, o que pode levar a uma intoxicação, bem como passar do horário também tem consequências: quando a concentração diminui, as bactérias podem se fortalecer. Como consequência, o quadro pode não apresentar melhora e corre-se o risco de as bactérias desenvolverem resistência ao antibiótico, exigindo a troca do medicamento para combatê-las.

Então, você já sabe: a automedicação é desaconselhada, por isso, proteja a sua saúde e não utilize antibiótico sem o consentimento de um profissional da saúde! Se você ficou com alguma dúvida sobre este conteúdo, deixe o seu comentário abaixo para que um de nossos profissionais possa te ajudar.

Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter
Receba nossos conteúdos com prioridade direto em seu e-mail