Alergia medicamentosa: por que isso acontece? Entenda mais

Alergia medicamentosa: por que isso acontece? Entenda mais
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Coceira, dor de cabeça, rachaduras na pele são reações desagradáveis e que causam desconforto a qualquer pessoa, não é mesmo? Principalmente quando são resultados de uma alergia medicamentosa. 

Quando falamos em alergia, algumas pessoas acreditam que essa é uma reação que acontece imediatamente após a ingestão de alguma substância. Porém, é aí que mora o perigo! Muitos medicamentos podem causar os sintomas alérgicos após dias, semanas e, até mesmo, meses de uso 

Apesar de parecer assustador, não precisa se desesperar! Neste artigo vamos explicar como ocorre a alergia medicamentosa e de que maneira você poderá se cuidar para evitá-la. Confira! 

Alergia medicamentosa: o que é e como ocorre 

Primeiramente, a alergia em si é uma reação que acontece em muitas pessoas. Você provavelmente conhece alguém que tenha rinite ou dermatite, por exemplo. Essas alergias são bastante comuns. Já a medicamentosa, como seu nome sugere, é a resposta que o organismo tem quando é exposto a uma determinada substância. Considerando que as alergias podem estar associadas ao uso de qualquer medicamento, inclusive aqueles que não são contínuos, algumas pessoas passam muitos anos sem saber que a possuem. 

Porém, é importante pontuarmos que existem as alergias e as reações medicamentosas. Estas reações são esperadas ao se iniciar um tratamento e todos estão sujeitos a ter alguma delas, que se dividem entre as previsíveis e as imprevisíveis. As primeiras são comuns e, geralmente, estão relacionadas à ação do medicamento. Já as imprevisíveis, são mais raras e estão ligadas à deficiências genéticas ou ao próprio sistema imunológico. 

Enquanto isso, a alergia, também chamada de hipersensibilidade, diz respeito a uma reação que não é própria do medicamento, mas da resposta do indivíduo àquela substância. A seguir, vamos explicar como isso acontece com mais detalhes. 

Hipersensibilidade a medicamentos 

Dizemos que uma pessoa que possui alergia medicamentosa quando o seu sistema imunológico interpreta que o medicamento poderá causar algum mal ao seu organismo, e ele o contra-ataca, ativando anticorposAssim, o seu corpo manifesta isso em forma de alergia. 

Apesar de parecer ser uma boa ação do nosso organismo, é preciso ter cuidado não só com a alergia medicamentosa, mas com qualquer outra. 

Sintomas da alergia 

Os principais sintomas da alergia medicamentosa são as manifestações cutâneas, ou seja, é a pele que sofre. Podemos destacar as seguintes reações: coceira, erupções (como bolhas, aftas, etc), inchaço, irritação, formigamento e também vermelhidão. 

Além disso, os olhos podem ficar irritados e vermelhos. Também pode haver inchaço na boca e na língua. 

Em casos mais graves pode existir certo desconforto em alguma parte do sistema respiratório, como falta de ar e fechamento da glote – local por onde o ar passa antes de ir para a traqueia e, assim, chega ao pulmão. Diarreia, vômito, tontura e dor de cabeça também podem ser sintomas de alergia ao medicamento. 

Como é feito o diagnóstico e tratamento 

Quando alguma das reações mais leves ocorre, o indicado é procurar um alergologista, o médico especialista em diagnosticar e tratar as doenças alérgicas. Ele fará a análise do seu histórico, no primeiro momento, e a avaliação clínica nas áreas afetadas pela alergia. Além disso, poderá pedir outro exame, como o teste de contato. 

O resultado será decisivo para que o profissional receite o tratamento correto e, claro, identifique qual o motivo da sua alergia. 

Se você faz uso de medicamentos contínuos e descobriu uma nova alergia, é importante ir ao seu médico e informar essa situação. Assim, será possível realizar os ajustes necessários em seu tratamento, caso seja aplicável. 

Quando falamos de casos de reações graves, como situações em que o sistema respiratório é afetado, causando falta de ar ou fechamento da glote, é preciso ter uma ação emergencial, como ir ao pronto-socorro ou chamar, até mesmo, o SAMU ou os bombeiros. 

Independentemente de como seja identificada a alergia medicamentosa, a substância responsável por causar a reação deverá ser evitada até que se realize uma avaliação profissional com diagnóstico. 

Convivendo e prevenindo a alergia 

Se você chegou até aqui já deve ter notado que a intenção desse artigo é mostrar que alergias medicamentosas podem ser identificadas com antecedência para minimizar os riscos de reações mais graves. Com o diagnóstico correto e evitando a utilização da substância, é possível viver normalmente tendo uma alergia medicamentosa. 

É importante reforçar que, caso você já tenha conhecimento da sua alergia, informe aos profissionais de saúde que cuidam de você, incluindo o farmacêutico. Tenha sempre profissionais de sua confiança, que possam conhecer seu histórico de alergia e pensar nas melhores condutas. 

Outra dica que é muito útil é levar sempre consigo um documento avisando sobre sua condição. Além disso, não se esqueça de avisar seus familiares, amigos e pessoas do seu convívio, como colegas de trabalho. Essa atitude poderá evitar, por exemplo, que em algum caso de emergência seja administrada a substância sem o conhecimento do profissional que fará seu atendimento. 

Caso você não saiba se possui alguma reação alérgica, ou tenha suspeita, procure um médico. Essa dica também vale para quem cuida de outra pessoa, como crianças e idosos. E não se esqueça que a automedicação pode piorar o quadro de alergia. 

Agora, se você já sabe que possui alguma hipersensibilidade a medicamentos, reforçamos a orientação para que informe também ao farmacêutico. Contar com a ajuda desse profissional é essencial para que a substância em questão seja evitada e, assim, sejam discutidas possibilidades de substituição. 

Para receber mais dicas e informações sobre saúde, bem-estar e organização de medicamentos, continue acessando o nosso blog. 

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