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A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), órgão que atua como escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas, define as terapias alternativas como “um amplo conjunto de práticas de saúde que não fazem parte da tradição ou da medicina convencional de um determinado país e não estão totalmente integradas ao sistema de saúde vigente”. Entretanto, essas modalidades são adotadas como complemento à medicina convencional, desde que indicadas por um profissional capacitado.

Certamente você conhece alguém que já fez yoga, usou essências florais para aromaterapia ou é adepto da meditação. Talvez você mesmo seja um entusiasta dessas práticas. Mas será que sabe dizer como elas ajudam nos tratamentos tradicionais e quando são recomendadas?

Para responder a essas dúvidas comuns, reunimos informações importantes a seguir. Acompanhe o conteúdo e saiba como as terapias alternativas podem ser um apoio importante para a saúde e o melhor estar!

Terapias alternativas: quem pode indicar?

Antes de tudo, vale reforçar: não é porque são recursos complementares que as terapias alternativas não possuem contraindicações. A própria OMS, inclusive, recomenda cuidado antes de iniciar um tratamento complementar. Nos últimos 15 anos, a unidade de pesquisa da organização detectou 3 milhões de casos de efeitos negativos de remédios ou terapias paralelas.

Essas descobertas, no entanto, não impedem que a entidade aprove o uso desses recursos – pelo contrário! Para apoiar a aplicação consciente das práticas e promover seus benefícios, a OMS lançou um guia para orientar os países sobre como proceder na sua regulamentação.

Entre os principais pontos destacados pelo material, está a necessidade de questionar, sempre, a qualidade da terapia oferecida. Isso porque muitos consideram esses métodos inofensivos, mas a OMS chama a atenção para o grande número de profissionais despreparados atuando no mercado. Por isso, antes de procurar qualquer complemento ao tratamento convencional, é preciso conversar com o especialista que já o atende. Ele poderá indicar a prática mais adequada para o seu caso e recomendar um terapeuta de boa procedência.

É importante ressaltar, ainda, que o acompanhamento do seu médico, psicólogo ou farmacêutico de confiança é fundamental para que os resultados apareçam! As terapias alternativas não devem, nunca, serem encaradas como substitutas da medicina convencional. Elas são auxiliares e visam a integrar o corpo e a mente, ajudando o organismo a promover a autocura.

5 exemplos de terapias alternativas

Você sabia que muitas terapias alternativas estão disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS)? Para sermos mais exatos, são 29 as opções oferecidas gratuitamente à população. Se você quiser conhecer mais detalhes, a página da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS pode ajudar.

Para explorar o assunto, abordamos as 5 práticas complementares mais conhecidas. Confira:

1. Fitoterapia

Aqui, o foco são as plantas que possuem ação terapêutica. Para promover os efeitos esperados, os vegetais podem ser manipulados para a administração em forma de cápsulas ou xaropes, por exemplo.

Fique atento: a prática depende da indicação de um profissional, uma vez que os extratos podem gerar interações medicamentosas. Por esse motivo, a fitoterapia nem sempre é indicada para todas as pessoas.

Quando acompanhada pelo médico ou farmacêutico, é recomendada para hipertensão arterial, diabetes, ansiedade, distúrbios gástricos e intestinais, entre outras enfermidades.

2. Quiropraxia

A quiropraxia se dedica ao diagnóstico, ao tratamento e à prevenção de problemas nos nervos, músculos e esqueleto. Seu foco é na interação manual, a exemplo da terapia de tecidos moles e da manipulação articular.

Na prática, a técnica “ajusta” as partes do corpo, com destaque para a coluna. É uma ótima opção para corrigir problemas de postura, aliviar dores e favorecer a autocura. Pode ser indicada pelo profissional fisioterapeuta para auxiliar no tratamento de doenças como escoliose, hérnia de disco e lombalgia. Quadros de cefaleia também têm a quiropraxia como aliada.

3. Meditação

Praticada em diversas culturas, a meditação consiste em treinar o foco e atenção de modo não analítico. Dessa forma, a prática atua na redução do pensamento repetitivo e na reorientação cognitiva. É uma atividade que viabiliza mudanças favoráveis no humor e gera integração entre corpo, mente e ambiente.

Além disso, aumenta a concentração, a capacidade de observação e auxilia no processo de autoconhecimento. O hábito de meditar é muito indicado para complementar o tratamento da ansiedade e de outros transtornos da mente.

4. Homeopatia

A homeopatia voltada à ansiedade vem sendo cada vez mais procurada. Trata-se de uma especialidade médica e farmacêutica que consiste na administração mínima de medicamentos homeopáticos. O objetivo é estimular uma reação orgânica do corpo, promovendo o caminho para a autocura. Nesse método de tratamento, o foco é o indivíduo em sua totalidade, e não a própria doença.

Aqui vai uma curiosidade: a homeopatia foi desenvolvida pelo médico alemão Samuel Hahnemann, há mais de 220 anos. Apesar de não contar com o consenso de profissionais da saúde e do meio científico, a prática tem o intuito de reequilibrar a energia vital e tratar uma grande variedade de doenças, físicas e psicológicas.

5. Acupuntura

Essa técnica chinesa é bastante popular. Caracterizada pela punção de agulha sobre pontos e meridianos do corpo, a acupuntura busca equilibrá-los, de modo a produzir efeitos fisiológicos e sistêmicos. É uma terapia indicada para problemas emocionais, como depressão e ansiedade, mas seus efeitos também se mostram benéficos no tratamento de pessoas com dependência química.

Um estudo da Universidade do Arizona, inclusive, comprovou os efeitos da acupuntura na saúde mental. No experimento, 34 mulheres com quadros de depressão foram divididas em três grupos. Um deles receberia acupuntura especializada; o outro, a generalizada, que não foca em um ponto específico. O último grupo não recebeu nenhuma terapia alternativa.

Os resultados foram expressivos:

As terapias alternativas são uma ótima pedida para complementar tratamentos convencionais de uma maneira mais natural. Entretanto, como qualquer intervenção na saúde, exigem acompanhamento de um profissional capacitado, sem substituir as recomendações da medicina tradicional.

E aí, gostou do conteúdo? Esperamos que tenha esclarecido suas dúvidas. Para ficar por dentro de mais dicas e orientações sobre bem-estar e qualidade de vida, acompanhe nossas atualizações no Instagram, Facebook, LinkedIn e YouTube!